Quase 50% das contratações de trainees fracassam nos 18 primeiros meses – saiba agora o “porquê”

São Paulo – Imagine investir tempo e dinheiro na contratação de trainees para cargos de liderança na empresa e perder 50% desse investimento em no máximo 18 meses. Essa é a constatação de um estudo desenvolvido por Mark Murphy, autor do livro “Contrate pela Atitude”, lançado nos Estados Unidos no final de 2011 e ainda sem tradução para o Brasil.

Segundo Vânia Faria, Diretora Executiva da Evolução Humana, uma consultoria brasileira em desenvolvimento humano e organizacional, esse número no Brasil pode ser ainda maior, uma vez que não há pesquisas que avaliem o tempo de permanência dos trainees nas empresas após processos de seleção quase sempre caros e padronizados:

“A maioria das empresas brasileiras que busca trainees no mercado recorre a programas padronizados que, muitas vezes, repetem até as dinâmicas em grupo feitas para avaliar atitudes. Os jovens trocam informações pelas redes sociais sobre essas dinâmicas, repassando aos outros as “atitudes” esperadas pelos recrutadores. Isso leva a um processo de seleção robotizado, que invariavelmente termina colocando a pessoa errada para dentro da empresa. O resultado é o fracasso dessa contratação em curto espaço de tempo”, alerta Vânia.

Seleção por cultura – Para Luciana Tegon, Sócia Diretora da Consultoria Tegon, especializada em processos de recrutamento e seleção online, muitos programas de trainees desenvolvidos no Brasil buscam sempre nas mesmas fontes e terminam forçando a mão em aspectos como salário e benefícios, acreditando que melhores remunerações vão garantir a atração e retenção de talentos:

“As empresas perdem muito dinheiro com esse tipo de ação. Em primeiro lugar porque gastam muito para atrair as pessoas erradas. E em segundo lugar, porque perdem cerca de metade dos contratados antes que eles comecem a dar resultados para a empresa, o que as lança na mesma roda viva de sempre, ou seja, investir mais para buscar repor perdas que vão se repetir e repetir, indefinidamente”, explica Luciana.

Para a Diretora da Evolução Humana, o problema com esses processos está justamente em sua irracionalidade. As empresas ou seus agentes terceirizados buscam quantidade e não estão preocupados com o grau de adesão desses jovens aos valores da organização:

“Um exemplo simples mostra a importância de uma análise prévia da cultura da organização e do perfil do candidato que está sendo chamado para uma vaga de trainee.  Um relatório da Cisco Connected World Technology, produzido pela multinacional Cisco no final do ano passado, aponta que mais da metade dos universitários de todo o mundo (56%) afirma que, caso encontrasse uma empresa que proibisse o acesso a mídias sociais, prefeririam não aceitar a proposta da vaga, ou, se aceitassem, tentariam encontrar uma forma de contornar a política corporativa da companhia. No Brasil, esse percentual chegou a 74%, muito acima da média mundial. Se a empresa tem políticas restritivas de uso de redes sociais – e a maioria das empresas brasileiras promove bloqueios a essas redes – então a passagem do trainee naquela organização pode não ser longa, a menos que se revejam certas normas. A análise da cultura da organização e do perfil do candidato ajuda a reduzir este tipo de choque cultural que leva à saída prematura de um trainee buscado a altos custos no mercado”, comenta Vânia.

Parceria – Pensando justamente em diminuir as perdas das empresas com processos de recrutamento e seleção de trainees que tendem ao fracasso, a Tegon Consultoria e a Evolução Humana estruturaram uma aliança estratégica “a Viva Valores“,  que está oferecendo às empresas programas de trainees customizados, com uma análise prévia da cultura da organização:

“Essa análise é feita em até 10 dias pela Evolução Humana e nos ajuda a buscar e selecionar candidatos que tenham mais afinidade com a cultura da empresa. O resultado disso é que as pessoas selecionadas tendem a se identificar mais com a organização e, por consequência, ancoram ali suas carreiras e perspectivas de futuro. Além disso, após a inclusão do trainee na empresa, a Evolução Humana promove um acompanhamento  desse profissional ao longo de todo um ano, ajudando a resolver ansiedades, dando perspectivas de evolução na carreira e estabilizando a relação entre o futuro líder e a organização”, explica Luciana.

Texto da “e-Press Comunicação”  – Beatriz Bortoletto e Armando Levy

 

Jovens talentos, estagiáriários, trainees, nova liderançaA “Viva Valores”, aliança estratégica entre a Tegon e a Evolução Humana, agrega mais de 20 anos de experiência em recrutamento, seleção, treinamento e desenvolvimento de talentos.Entendemos que empresas são diferentes e possuem necessidades diferentes. Com base no levantamento detalhado da cultura e valores organizacionais, bem como do perfil profissional desejado pelas empresas, elaboramos seu Programa de Trainee e Programa de Estágio totalmente individualizado com dinâmicas e atividades voltadas para os objetivos elegidos por nossos clientes.A Tegon aportou o conhecimento de duas décadas na área de seleção de profissionais, e sua atuação é fortemente apoiada pela plataforma Elancers – Tecnologia R&S Online. A Evolução Humana aportou a vivência em projetos de Desenvolvimento Humano e Organizacional, com forte apelo metodológico e orientação para Valores Organizacionais – que é o jeito que ela sabe fazer desenvolvimento humano.
A aliança “Viva Valores” reflete o espírito das duas empresas em gerar significado em tudo o que faz, agregando valor aos serviços oferecidos e levando o que há de melhor em metodologia (Barrett Values Centre) e tecnologia (Elancers) para selecionar e fortalecer a relação entre organização e colaboradores.
 
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